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São Pedro de Alcântara - 1829-2019

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Maria Amida Kamers: a vizinha da familia Schmitz Pitz cuja história insiste em permanecer viva

A religiosidade sempre foi uma importante característica dos imigrantes teutos que se instalaram em meados do século XIX na região da atual Grande Florianópolis. Divididos entre luteranos e católicos, estes imigrantes educaram seus filhos cada qual em sua doutrina para que perpetuassem os rituais sagrados e próprios de sua fé a seus descendentes. Tal atitude e intenção perduraram e ainda perduram no seio de algumas famílias descendentes teutas, durante quase duzentos anos de imigração alemã em território catarinense.

O presente texto não tem a intenção de ser tendencioso, mas convém redigi-lo devido à curiosidade que ainda causa a história de uma jovem de vinte anos, de família tradicional católica, descendente de uma das famílias teutas que emigraram para a região Grande Florianópolis, próximo à primeira colônia alemã de Santa Catarina, São Pedro de Alcântara.

A história desta jovem comoveu muitas pessoas na época e continua mexendo com o imaginário e com a curiosidade das pessoas que passam por seu túmulo no cemitério da capela católica de Taquaras, um pequeno e pacato distrito no município de Rancho Queimado, em Santa Catarina. O que chama a atenção é a quantidade de placas sobre o túmulo, destacando graças alcançadas por intercessão da moça. Realmente são muitas as placas e muitas são as flores que embelezam o túmulo.

Desde criança conheço aquele túmulo. Minha mãe nasceu em Taquaras e minha família materna conviveu com a família da moça, pois eram vizinhos. Minha mãe e meus tios eram muito jovens quando a tragédia aconteceu. Toda vez que alguém pergunta algo sobre o caso a meus familiares, todos recordam muito bem e com pesar, desde a repercussão na pequena localidade de Taquaras e região, até os fatos vistos e os contados (até mesmo em boatos) pelas pessoas. E por já ter estado em frente ao túmulo várias vezes, inclusive para rezar, posso dizer com propriedade que o túmulo de Maria Amida Kamers é o mais florido e o mais destacado do cemitério da capela católica de Taquaras. E acredito que este destaque não se deve a algo à toa.

Sobre o túmulo, placas de agradecimento pela intercessão de Maria Amida Kamers se misturam ao colorido das flores artificiais. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016. 



A história da tragédia da falecida Amida (como muitos a conhecem na região) é uma história intrigante. Nas conversas em família, ainda choca falar sobre os “detalhes” e as ideias se contorcem num emaranhado de questionamentos e mistérios. Mistérios que perduram desde o ano de 1961 (ano de sua morte) até hoje.


Maria Amida Kamers era uma jovem que foi educada conforme os exemplos e princípios da época: grande parte de base religiosa católica. No aspecto religioso, cumpriu todos os rituais indicados para as crianças católicas, como a Primeira Eucaristia e o Crisma e, desde muito pequena participava ativamente dos encontros das “Filhas de Maria”, uma ordem religiosa de devoção laical que buscava a vivência das virtudes de Maria, a mãe de Jesus. Dentre as virtudes, a castidade e a virgindade de Nossa Senhora eram exemplos a serem seguidos na vida das Filhas de Maria, que começavam ainda muito pequeninas nos encontros de oração. Assim às ensinavam e assim acreditavam: um corpo puro leva à uma alma pura, que leva à Deus, e vice-versa.

A familia de Maria Amida era uma típica família de descendentes de colonos teutos. Maria Amida vivia com os pais e seus treze irmãos em Taquaras numa pequena propriedade rural. Os pais eram agricultores e após o término escolar básico, todos os filhos os acompanharam nos trabalhos do campo. Muitas pessoas que conheceram e/ou que conviveram com a falecida Amida lembram-se de seu carisma, de sua tranquilidade, da intensa vida de fé e devoção que levava e de sua notável beleza. Vivia rodeada de amigas e desfrutava dos mesmos passatempos das moças daquela localidade e daquela época. Na localidade de Taquaras, Maria Amida estudou o nível básico, como todas as outras crianças, mas, como queria continuar os estudos e tornar-se professora, e como Taquaras não possuía níveis avançados de ensino, buscou tal formação no município de Santo Amaro da Imperatriz, onde foi morar com a família de um comerciante que tinha um importante bar na cidade.

E em Santo Amaro da Imperatriz não foi diferente: conciliava os estudos com as tarefas na casa da família que a acolheu e com as atividades na paróquia.

Maria Amida Kamers. Fotografia pertencente ao acervo de Nelma Pitz. 
A presente fotografia em preto e branco foi dada pela familia Kamers à familia Pitz como recordação pelo falecimento da jovem.

No mesmo ano da tragédia que tirou a vida de Maria Amida de forma cruel e brutal, a cidade de Santo Amaro da Imperatriz foi vítima, mais uma vez, de uma grande enchente. Destruição em um cenário desolador. No entanto, a maior preocupação das autoridades era com as doenças (cólera, tifo, leptospirose, entre outras) e, por isso, alguns profissionais de saúde foram convocados na região para imunizar a população por meio de uma campanha de vacinação. Em conversas que tive sobre o assunto com minha mãe Nelma Pitz e com minha tia Dilma Pitz Junckes (que conviveram com a família de Maria Amida desde criança), ambas recordaram que um dos lugares escolhidos para a imunização da população foi o bar da família onde Maria Amida morava. Para que a ação acontecesse, a familia tinha reservado um pequeno espaço em seu estabelecimento. E a jovem Maria Amida ajudava tanto nas tarefas da casa quanto ao atendimento no bar; sua beleza e solicitude atraíam os olhares e comentários dos frequentadores. Maria Amida era uma das meninas mais bonitas da cidade de Santo Amaro da Imperatriz e muitos rapazes desejavam namorá-la.

Durante a campanha de vacinação, um farmacêutico, filho de um importante médico legista da região, foi atender à população neste bar e uma das pessoas imunizadas foi Maria Amida. Minha tia Dilma, que era muito amiga das filhas do casal Kamers, frequentava com regularidade a casa da familia e esteve presente durante todo o velório na casa da jovem.Ela tinha quatorze anos na época e recorda os comentários: “O tal homem, que era casado e que já tinha filhos, agiu com desrespeito e segundas intenções contra a moça durante a aplicação da vacina”. Segundo ela, “o homem deu um beijo no local da vacina e, num ato impulsivo e de defesa, Maria Amida o repreendeu dando-lhe um tapa no rosto. Irritado, o homem prometeu que tal reação não ficaria por isso mesmo”.

As sociedades antigas e a sociedade daquela época (e assim continua sendo nos dias de hoje) eram bastante machistas: apenas o homem tinha direitos, voz e vez. Até mesmo as meninas eram educadas neste sentido. Rejeição ou reação negativa de uma mulher contra um homem era tido como questão de honra. Nenhum homem (os mais ruins) deixavam a situação em silêncio. E foi provavelmente este sentimento que moveu o tal farmacêutico a planejar com “amigos” o ato cruel.

Minha mãe Nelma também recorda o que ouviu: “Poucos dias após o ocorrido entre Maria Amida e o farmacêutico, no dia de sua morte, a moça se preparava para uma celebração da festa de Santa Catarina de Alexandria que aconteceria no dia seguinte. Sobre uma cadeira ao lado da cama onde dormia, deitou o vestido, o livrinho de orações, o terço e a fita azul comumente usada pelas Filhas de Maria. Naquela noite, todos se recolheram e foram dormir, mas Maria Amida nem imaginava que esta seria a última noite de sua vida: um grupo de quatro homens entrou de madrugada no bar e, logo depois, no quarto da Maria Amida”. “Provavelmente a moça tentou gritar e um dos homens, na tentativa de silenciá-la, sufocou-a colocando quatro lenços dentro de sua garganta. Foram quatro lenços que encontraram dentro da garganta da Maria Amida. Logo depois, atacaram-na com machadadas, esfacelando sua cabeça”, recorda minha tia Dilma.

Após o ocorrido, o clima de mistério envolveu ambas as cidades e região. O choque e a tristeza tomaram conta da população. Os donos da casa logo cedo deram por falta da moça que tinha o costume de madrugar para ir às rezas e ajudar à familia. Assim, um dos filhos seguiu para o quarto da jovem com a intenção de acordá-la e lá a encontrou em estado aterrorizante.

A polícia foi chamada e investigou o caso. Assim recorda minha tia Dilma: “A machadinha usada no crime foi encontrada no mato próximo ao bar. A correntinha de ouro da Maria Amida com um pequeno crucifixo estava enrolada no cabo da ferramenta”.

Lápide no túmulo de Maria Amida Kamers. 
Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

Minha tia esteve no velório da jovem na casa da família Kamers, que aconteceu logo depois da meia-noite. Ajudou prontamente no atendimento aos familiares e curiosos. Ali, percebeu que um homem não saía de perto do caixão da falecida Amida e que, de início, não deixava ninguém se aproximar. Ouviu na época que a autópsia do corpo foi feita pelo pai do farmacêutico (o suspeito) e que este fez questão de cuidar de tudo. E minha tia recorda o que viu: “O caixão chegou fechado. Eu estava junto com as irmãs da Maria Amida e fiquei, por consequência, também perto do tal homem observando tudo e todos. Quando este abriu o caixão, de repente muito sangue foi expelido pela boca e pelas narinas da Maria Amida. Rapidamente ele fechou a tampa e me mandou ir buscar um balde com água e muitos panos. Também pediu para que eu fizesse chá para acalmar as irmãs da Maria Amida que choravam muito. Quando voltei, me pediu um pano e, ao abrir o caixão, tampou a boca da Maria Amida com força, de modo a estancar o que estava sendo expelido. Todos os que estavam lá se assustaram com a cena. As cenas seguintes incomodaram a todos. Mandaram chamar, inclusive, o delegado da região, o Sr. Vendelino Hasckel, que interrogou o homem para saber o que estava acontecendo.” Perguntei à minha tia se o caixão estava todo sujo de sangue por dentro por causa dos episódios: “Não, não estava. A roupa dela era branca, as mãos cruzadas como que em oração, e nenhuma mancha de sangue”, afirma.

E durante o velório, também recorda que todos ficaram intrigados com a dedicação daquele homem que ninguém conhecia. “Que tipo de ligação esse homem teve com a moça?”, perguntavam-se os presentes. “O assassino está por perto”, comentavam.

Uma placa de madeira com a inscrição “Deus está no comando” demonstra confiança na justiça divina em detrimento da justiça humana. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

Minha mãe e minha tia estavam com meus avós no enterro da moça que aconteceu no cemitério da capela católica de Taquaras. Seu corpo foi enterrado num modesto túmulo, sem muitos adereços, apenas com uma cruz. A família de Maria Amida era muito simples, mas tinham uma das casas mais bonitas da localidade do Rio Acima, onde moravam.

Conforme boatos da época, “Maria Amida teve sinais de violação sexual, mas permaneceu virgem”. Foi esta “notícia” - nunca comprovada – e também o choque que a mesma provocou nas famílias da região, que moveu caravanas para a missa de corpo presente. “Muitas e muitas pessoas da região, de Barra Clara, Angelina, Rancho de Tábuas, entre outras localidades, vieram acompanhar a missa em caminhões que se enfileiraram em frente à capela. Em virtude da multidão, fizeram uma missa campal”, recorda minha mãe.

O assassinato da Maria Amida comoveu muitas pessoas que buscaram, a partir de então, frequentar o túmulo da jovem em oração nos anos posteriores. E atualmente, o túmulo é local de peregrinação de fiéis que acreditam na intercessão da falecida Amida junto a Deus, pelas dores de quem à ela recorre.

Devido à repercussão e em memória ao primeiro ano de falecimento da jovem, a família de Maria Amida entregou uma pequena fotografia que se tornou objeto de devoção de muitas pessoas. Logo depois, seu túmulo foi prontamente revestido com mármore e uma lápide foi colocada com sua fotografia. Com o passar dos anos, placas e flores deram mais vida ao lugar que guarda o corpo de Maria Amida Kamers.

Investigações foram realizadas, mas muito do que foi descoberto foi silenciado e, pelo que diziam os boatos, pelo próprio pai do assassino. Na época, polícia e especuladores chegaram a suspeitar, inclusive, da família que abrigou Maria Amida e da própria família da moça. Amigos, parentes, vizinhos, conhecidos: ninguém escapou dos interrogatórios.

“Por que suspeitaram que o tal farmacêutico fosse o assassino?”, perguntei. Assim lembram minha mãe e minha tia o que ouviram: “num dos quatro lenços que foram retirados da garganta da Maria Amida estavam gravadas as iniciais do farmacêutico ofendido por ela durante a vacinação. Coincidentemente, tempos mais tarde, para evitar uma possível prisão, o tal homem forjou sua própria morte com a ajuda do pai e fugiu para Brasília. Também um dos suspeitos, um policial da cidade, ao ser indiciado como participante no crime se enforcou: ‘Peso na consciência ou medo da prisão?’, assim se perguntavam os moradores da região”.

Muitos detalhes ainda permanecem escondidos, outros se confrontam e grande parte se encontra indicando possível veracidade. No entanto, ainda hoje mistérios envolvem o assassinato de Maria Amida Kamers que desde o dia de sua morte é tida como “Mártir da Castidade”, assim como Santa Maria Goretti e a beata catarinense Albertina Berkembrock.

Mas, por mais que os anos passem e a população de Rancho Queimado e de Santo Amaro da Imperatriz se esqueçam, inconscientemente, do ocorrido (sendo lembrado apenas pelos mais antigos), as placas sobre o túmulo da jovem insistem e clamam para que sua lembrança permaneça viva. E esse clamor é fácil de ser percebido, pois cada vez mais placas de ação de graças cobrem o túmulo da jovem, trazendo à tona muitos questionamentos: Por quais milagres Maria Amida intercedeu? Onde estão estas pessoas? O que há de especial em Maria Amida que atraiu e que ainda atrai tantas pessoas em oração? O que move estas pessoas a rezar, a pedir à Maria Amida por sua intercessão?

É desejo de muitos na região, que conhecem a história da falecida Amida, que a jovem se torne beata reconhecida pela Igreja Católica. No entanto, para que Maria Amida se torne digna de culto e veneração a nível regional autorizados pelo Vaticano, pelo exemplo de suas ações voltadas à fé durante a vida, é preciso a confirmação de apenas um milagre.

Para que este desejo se torne realidade, é necessária a manifestação das pessoas que deixaram suas placas de ação de graças sobre o túmulo de Maria Amida. É preciso a revelação destas graças e verificar se alguma adquire caráter de “milagre”. Caso alguma destas graças possua características de milagre, a diocese onde está sepultada a moça (no caso, a Arquidiocese de Florianópolis) passa a mover um processo junto à Congregação para as Causas dos Santos no Vaticano, com o objetivo de atestar a veracidade e legitimidade deste (s) possível (is) milagre (s). Segundo as regras da Congregação, a pessoa que recebeu o milagre passa por exames científicos minuciosos e a situação da graça é analisada detalhadamente, de modo a verificar a autenticidade e a descartar todas as possibilidades de interferência humana em detrimento da divina. Este processo, em alguns casos, pode durar anos, séculos, ou até mesmo poucos meses: seguindo a fé e a vontade de Deus não há como determinar o tempo.

Capela católica da comunidade de Taquaras, em Rancho Queimado/SC, cujo santo padroeiro é São Bonifácio, também padroeiro da Alemanha. A capela foi construída a pedido do ex-governador do estado de Santa Catarina, Sr. Hercílio Pedro da Luz, para homenagear sua esposa, a Sra. Etelvina Cesarina Ferreira da Luz. Foto: Isabel Pitz. Junho de 2016.

A beatificação de Maria Amida seria resposta ao clamor da comunidade em que viveu e viria em benefício desta mesma comunidade, neste caso, da região dos municípios de Santo Amaro da Imperatriz e de Rancho Queimado, na Grande Florianópolis.

É de suma importância a investigação das graças alcançadas sob intercessão de Maria Amida Kamers e que estão destacadas em quantidade nas placas sobre seu túmulo. Algo tão notável não poderá ser deixado de lado ou esquecido, pois sua história insiste em permanecer viva e não pode ser esquecida, no momento em que clama de forma sutil e tão aparente sobre seu túmulo.


Texto: Isabel Pitz.

Também publicado em:

A língua Hunsrückisch: o idioma da familia Schmitz Pitz

Na foto, o print de um pequeno comentário na língua Hunsrückisch.



Muitos pensam que no Sul do Brasil (SC e RS) e nas pequenas colônias do Espírito Santo, os antigos colonizadores e descendentes destes vindos do Sudoeste da atual Alemanha, mais precisamente do atual estado da Renânia Palatinado (Rheinland-Pfalz), falam a língua alemã padrão (Hochdeutsch) que muitos estão acostumados a ouvir (mesmo sem entender nada), nas falas de jogadores de futebol, pilotos de Fórmula 1, da chanceler Angela Merkel, entre outros. Outros até mesmo chegam a dizer que não é Hochdeutsch, mas um Hochdeutsch "atravessado", "errado". Um suposto "dialeto".

Em muitas localidades colonizadas por imigrantes germânicos no Sul do Brasil, os descendentes deste não falam o alemão, genuíno, padrão. Pelo menos a maioria dos descendentes destes imigrantes. Basta ir às antigas colônias e remanescências no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo para se deparar com uma língua diferente.



O Hunsrückisch é uma língua brasileira, de raiz germânica. Sua formação surgiu a partir da língua Francônio-Renana/Moselana (Rheinmosel-Fränkisch), antigamente falada na antiga Rheinprovinz (território pertencente ao Reino Prussiano) e que foi trazido pelos colonizadores para o Brasil na primeira metade do século XIX. Com o tempo e com o convívio social com falantes nativos do Português, o Rheinmosel-Fränkisch sofreu variações. Mesmo assim, O Hunsrückisch ainda possui muito dessa antiga língua da região da antiga Rheinprovinz (Hunsrück, Eifel, Mosel, Hessen, Westfalen...) e possui sonoridade quase idêntica a certas palavras do Hochdeutsch.




Quem conhece pelo menos um pouco do alemão padrão, vai perceber que certas palavras do Hunsrückisch semelhantes, embora com sonoridade e escrita diferente.

Por exemplo:



Tswansich = zwanzig (vinte)
Proyëkt = Projekt (projeto)
muxt = musst (Verbo: ter que)
xprëche = spreche (Verbo: falar)

O Hunsrückisch possui peculiaridades, características que a definem como uma língua. Esta língua (mesmo sendo a língua materna de muitos), é considerada por muitos de seus falantes como "errada", mas não é. Estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) apontam que os falantes da língua Hunsrückisch tem maior facilidade de aprender o Hochdeutsch devido às semelhanças fonéticas e, às vezes, gramaticais entre a língua e o alemão padrão. Cabe ressaltar, que a língua Hunsrückisch tem diferenças de pronúncia, por exemplo, entre os estados sul-brasileiros, e entre colônias.

Muitos falantes sabem falar apenas o Hunsrückisch (como é o caso de minha mãe, meus tios, meus avós e bisavós - estes últimos, quando vivos...), mesmo assim, os textos escritos em alemão lidos nas missas e catequeses pelos padres eram facilmente compreendidos pelos falantes desta língua.



Minha mãe, Nelma Isabel Pitz, por exemplo, tinha dificuldades com a gramática alemã (Hochdeutsch), mas fala muito bem o Hunsrückisch (a língua falada nas cidades de São Pedro de Alcântara/SC, Antônio Carlos...). Apenas fala, mas não escreve. Falava em casa com a familia e logo foi substituído pelo Português aprendido na escola. Mesmo assim a língua continuou sendo falada dentro de casa, apesar da influência do Português.


Na Alemanha existem diversos dialetos que variam de região para região. As pessoas em casa aprendem o dialeto, e somente na escola aprendem o alemão padrão.

Abaixo, alguns exemplos na língua Hunsrückisch:

Tradução: "Pessoa 1: Eu preciso melhorar meu corpo até o Natal... Pessoa 2: Eu preciso melhorar o corpo até o Natal... E o Peru: merda (palavrão)".


Tradução: "Mas isso não é verdade. Você trouxe nenhum peixe".

Abaixo compartilho dois vídeos com entrevistas concedidas por falantes da língua Hunrückisch no município de Biguaçu, estado de Santa Catarina (Grande Florianópolis).

Neste município, assim como na maioria dos municípios da Grande Florianópolis que surgiram a partir de São Pedro de Alcântara, a primeira colônia germânica de Santa Catarina (Antônio Carlos, Angelina, Rancho Queimado, Anitápolis, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio...), muitas familias ainda têm em seu seio a fala da língua Hunsrückisch. Porém, a fala é mais presente nas familias com pessoas mais velhas, como os senhores dos vídeos.

A primeira entrevista é com o senhor Vanir Mannes, de 59 anos. 

Vanir Mannes, 59, ist ein Bauer von Biguaçu, Santa Catarina, Brasilien. 
Er spricht die deutsche Sprache von der Gebiet, die Hunsrückische. 
Gravação: Jornal Biguaçu em Foco (Zeitung Biguaçu im Treffpunkt). Data: Quarta (Mittwoch), 20.10.2010. 
Local: Escritório Jornal Biguaçu em Foco.
A segunda entrevista é com o senhor Leonídio Zimmmermann, de 80 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Biguaçú/SC.


Herr Leonídio Zimmmermann, 80 Jahre alt, Präsident den Bauer Syndikat Biguaçus, Santa Catarina, BRASILIEN, spricht auf Hunsrück über die Geschichte der Sprache in der Gebiet. 


Er hat mit den Journalist Ozias Alves Jr, der Herausgeber der Zeitung Biguaçu em Foco (Biguaçu im Treffpunkt) gesprochen. 

Gravação: 21.01.2009. Local: Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Biguaçu. Bairro Vendaval. Biguaçu. Santa Catarina. Brasil.





A Língua Hunsrückisch: rumo aos 200 anos de Brasil!


É sabido que, em meados do século XIX, uma grande leva de imigrantes vindos da região sudoeste do que hoje chamamos de Alemanha (região que compreende os atuais Estados de Hessen, Nordrhein-Westfalen, Rheinland-Pfalz, Saarland e Luxemburgo), vieram para o Brasil em busca de melhores condições para reconstruir suas vidas, fugindo de um império alemão cheio de incertezas, desemprego, fome e miséria, causados especialmente pela ascensão da burguesia, pelo advento das máquinas à vapor e por questões políticas que envolveram fortemente a Europa naquele período.


Iludidos sob promessas de aliciadores alemães e de um falso apoio do governo imperial brasileiro, ao lhes oferecer terras devolutas e subsídios para o trabalho na agricultura, e guiados pelo sonho de encontrar neste "paraíso" o "leite e o mel" que os faria melhorar de condições financeiras, os pioneiros imigrantes germânicos que adentraram principalmente aos atuais estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo tinham algo em comum além da cultura, da região de onde partiram e das tradições e costumes: A LÍNGUA.

Naquele período, nesta região do sudoeste da atual Alemanha, era falada a Língua Francônio-Renana/Moselana: uma das línguas germânicas que influenciaram a criação do Hochdeutsch.


Esta língua possuía características próprias, com vocabulário e fonemas próprios, alguns semelhantes e outros bem diferentes do atual alemão-padrão e das outras línguas germânicas faladas na época.

E no Brasil, ao longo dos quase 200 anos de presença germânica, diante da necessidade de se adaptar aos costumes e de bem se comunicar com os brasileiros, os pioneiros e descendentes buscaram aprender o português principalmente do jeito que ouviam: com isso alguns vocábulos da Língua Portuguesa foram incorporados à Língua Francônio-Renana/Moselana.

Um exemplo disso é a palavra "televisão" (vocábulo que denomina um aparelho utilizado para assistir imagens em movimento) que na época da imigração ainda não existia. Com o passar dos anos, este vocábulo foi incorporado pelos falantes da Língua Francônio-Renana/Moselana e, por ouvirem e falarem do seu jeito, conforme a fonética e pronúncia que estavam acostumados, surgiu então um novo vocábulo na Lingua Francônio-Renana/Moselana: "tëlëwison" ou "Tëlevisong". Na Alemanha, com a padronização do alemão, tornou-se "Fernseher". Assim também aconteceu com as palavras "caneca" (que no Francônio-Renano/Moselano, dentro do Brasil, tornou-se "kanëk"), "caneta" (que tornou-se "canett"), "feijão" (que tornou-se "feschón), "facão" (que tornou-se "fakón), entre outros. Cabe ressaltar que estes últimos vocábulos surgiram através do contato com a Língua Portuguesa.


Atualmente são mais de 4 milhões de falantes da Língua Hunsrückisch no Brasil, sendo a segunda língua materna mais falada no Brasil, perdendo apenas para o português e ganhando até mesmo das línguas indígenas (proporcionalmente em número de pessoas que falam ainda hoje o Hunsrückisch dentro de suas casas).

A língua Hunsrückisch nunca foi escrita de forma padronizada no Brasil até meados do ano de 2006, quando a linguista Úrsula Wiesemann conseguiu transcrever os fonemas da língua e a partir daí criou códigos que fossem fáceis de assimilar pelos falantes maternos e nativos (falante nativo é todo aquele que ouviu a língua, não conseguiu aprender na infância, mas que, tempos depois, por estudo, conseguiu assimilar a língua falada pelos pais/avós...). Na região do Hunsrück (atual estado de Rheinland-Pfalz/Alemanha), a literatura de Peter Joseph Rottmann (*9 de abril de 1799 - Simmern/Hunsrück; † 27 de fevereiro de 1881 Simmern/Hunsrück) escrita em francônio-renano/moselano era bastante conhecida entre os que ficaram na atual Alemanha e os que vieram para o Brasil. Este era o poeta dos renanos-hunsrückers e assim é até hoje.

Vários livros foram publicados com mais facilidade após a criação da ortografia hunsrück pela Profª Wiesemann; até mesmo um dicionário da Língua Hunsrückisch, elaborado pelo professor André Kuster-Cid (descendente de renanos-hunsrückers do Espírito Santo) e outros estudiosos. O filme teuto-brasileiro "Os Mucker" (Rio Grande do Sul, 1978), dirigido por Jorge Bodanksy e Wolf Gauer tem a maioria dos seus diálogos falados em Hunsrückisch. O filme recebeu vários prêmios e Kikitos (premiação do Festival de Cinema de Gramado/RS) de melhor atriz, melhor direção e melhor direção de arte.

Tanto no Brasil como na Alemanha, a língua Hunsrückisch é reconhecida como língua de raiz germânica descendente do Francônio-Renano/Moselano falado na Alemanha, e sua importância, tanto no território brasileiro como na região onde permaneceram os parentes daqueles que vieram para o Brasil, fez com que a Editora Tintenfass publicasse a tradução de um dos livros mais lidos no mundo, "O pequeno príncipe", para a Língua Hunsrückisch (este livro atualmente é vendido no site da editora alemã).


* Mais de 4 milhões de falantes no Brasil;

* Seus principais núcleos são nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo;

* Dois municípios brasileiros (Santa Maria do Herval/RS e Antônio Carlos/SC) já declararam em lei, o Hunsrückisch como sendo língua co-oficial do município, e outro município já ensina o Hunsrückisch nas escolas: Estância Velha/RS;

* Nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o Hunsrückisch já é considerado por lei como patrimônio histórico e imaterial, sendo a existência reconhecida e perpetuação da língua protegidas por lei...

Com costumes, cultura, história e língua próprias, é fácil dizer que existe uma DEUTSCHBRASISCHLAND dentro do território brasileiro.

Os deutschbrasilianer apenas não possuem um território delimitado, demarcado formando um país, mas existe nos dias de hoje no seio dos lares que descendem dos pioneiros imigrantes que fundaram as colônias, principalmente nestes três estados brasileiros. Existe nas tradições e costumes que comumente chamamos de "germânicas"; no carteado de domingo com a familia; existe na gastronomia feita com "katofla" ("kartoffel" ou "batata"), no chucrute ("Sauerkraut"), na Schnaps ("cachaça") e na galinha assada com recheio alemão; nas bolachinhas pintadas para o Natal (que na Alemanha são conhecidas por "Weihnachtsplätzchen") e na cuca (na Alemanha conhecida por "Blechkuchen") feita pela Oma para o café da tarde. Ou será para o almoço? Seria para a janta? Deutschbrasilianer come cuca quase o tempo todo, não é assim que dizem?

Sou descendente renana-hunsrücker dos pioneiros que fundaram a primeira colônia alemã de Santa Catarina (São Pedro de Alcântara) e tenho orgulho disso.

Da mesma maneira têm orgulho os descendentes que se identificam com as palavras que escrevi: eles sabem do que estou falando.

Isabel Cristina Pitz Espíndola
Autora do blog Unsere Geschichte: genealogia da familia Schmitz Pitz em Santa Catarina. Renana-Hunsrücker/administradora, redatora e repórter da página Deutschbrasischland.

Virgínia e José Francisco são primos de segundo grau

Virgínia Schmitz e José Francisco Pitz são primos de segundo grau por parte da família dos Schmitz. Esta informação é presente nos depoimentos de alguns filhos do casal e foi confirmada com esta pesquisa, desta maneira:

Margaretha Schmitz, nascida em Coenen, Renânia-Palatinado, Alemanha, irmã de Johann Joseph Schmitz. Ela casou-se em 13 de fevereiro de 1857, na colônia de São Pedro de Alcântara com Michael Pütz (filho)* - este em segundas núpcias. Desta união nasceram: Margarida Pütz, nascida em 7 de fevereiro de 1864; Nicolau Pütz, nascido em 27 de julho de 1867 e falecido em 1 de dezembro de 1935; e Francisco Pütz, nascido em 1875 e falecido em 1 de setembro de 1931. 

Michael Pütz (filho)* casou-se duas vezes. O primeiro matrimônio ocorreu com Elizabetha Schmidt, nascida em 1821 na localidade de Brohl, Renânia-Palatinado, Alemanha e falecida em 15 de abril de 1856 na colônia de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Desta união nasceram Maria Pütz, nascida em 1847 e falecida em 5 de julho de 1867; Miguel Pütz, nascido em 1848 e falecido em 1917; Adão Pütz, nascido no ano de 1850; Katharina Pütz (sem dados); e Maria Magdalena Pütz, nascida no ano de 1854. 

Todos os filhos de Michael Pütz (filho) nasceram na colônia de São Pedro de Alcântara e faleceram na localidade do Louro, hoje município de Antônio Carlos/SC.

Desta forma, João José Schmitz (pai de Virginia) e Francisco Pütz (pai de José Francisco) são primos de primeiro grau. 

Assim visualizamos no diagrama abaixo:

Genealogia da familia de Virginia e José Francisco

DADOS EM CONSTANTE ATUALIZAÇÃO



Virgínia Schmitz e José Francisco Pitz casaram-se na Igreja Matriz de São Pedro de Alcântara no dia 16 de fevereiro de 1939 e tiveram os seguintes filhos (com seus respectivos netos e bisnetos):


Mauro Pitz, nascido em São Pedro de Alcântara no dia 19 de novembro de 1939. Casado com Griselda Maria Schuch Pitz, nascida no dia 15 de novembro de 1947, em Pinheiral, Rancho Queimado - SC. Filha de Sebastião Schuch (*01 de fevereiro de 1912 - + 24 de outubro de 1949) e Amália Gorges Schuch (*18.10.1921 - +sem dados). Têm os seguintes filhos:

1- Joarez Pitz, nascido em Rancho Queimado/SC, no dia 16 de novembro de 1968. Casado com Viviane Jasper, nascida em São José/SC, no dia 15 de janeiro de 1976. Têm como filho, Leonardo Jasper Pitz, nascido em São José/SC, no dia 21 de setembro de 1994. 

2- Márcia Pitz, nascida em Joinville/SC, no dia 17 de janeiro de 1970.

3- Elisa Pitz, nascida em Joinville/SC, no dia 02 de março de 1971. Casada com Osvaldir Goulart, nascido em Santo Amaro da Imperatriz/SC, no dia 12 de outubro de 1967. Têm dois filhos: Bruna Pitz Goulart, nascida em Florianópolis/SC, no dia 26 de dezembro de 1998; e Guilherme Pitz Goulart, nascido em Florianópolis/SC em 12 de abril de 2004. 

4- Joseane Pitz, nascida em Joinville/SC, no dia 07 de setembro de 1972. Casada com Jair Vieira, nascido em Santo Amaro da Imperatriz/SC, no dia 23 de maio de 1969. Têm como filho Jefferson Pitz Vieira, nascido em Florianópolis/SC, no dia 02 de junho de 1997 e João Vitor Pitz Vieira, nascido em Florianópolis/SC no dia 18/04/2002. 

5- Gisele Pitz, nascida em Joinville/SC, no dia 02 de julho de 1978. Casada com Jean Carlos Pereira, nascido em Florianópolis - SC, em 17 de fevereiro de 1978. Ele é filho de Francisco de Assis Pereira, nascido em São Pedro de Alcântara/SC, em 18 de setembro de 1952; e de Maria Izolete Pereira, nascida em Santa Tereza - São Pedro de Alcântara, em 01 de setembro de 1956. Jean Carlos e Gisele têm os seguintes filhos: Giovana Pitz Pereira, nascida em 22 de dezembro de 2008, em Florianópolis/SC e Joaquim Pitz Pereira, nascido em [???] no dia [???].

Antônio Pitz, nascido em São Pedro de Alcântara/SC, no dia 15 de abril de 1941. Casado com Marli Teresinha Althoff, nascida em Alfredo Wagner - SC, no dia 09 de abril de 1947. Têm os seguintes filhos: 

1- Antônio Pitz Júnior, nascido em Florianópolis/SC, no dia 13 de dezembro de 1979. Casou com Carolina Peixer, nascida em [???] no dia [???]

2- Juliana Pitz, nascida em Florianópolis/SC, no dia 02 de abril de 1986. 

Maria Júlia Pitz, nascida em Taquaras, Rancho Queimado/SC, no dia 03 de junho de 1942. Casada com Raulino Alves, nascido em Pinheiral - Rancho Queimado/SC, no dia 16 de setembro de 1935, falecido no dia 02 de janeiro de 2000, em Angelina/SC. Tiveram os seguintes filhos: 

1- Maria Goret Alves, nascida em Bom Retiro/SC, no dia 21 de abril de 1964. Casada com Ademar Melo, nascido em Alfredo Wagner/SC, n o dia 12 de setembro de 1958. Têm como filha: 

2- Júlia Virgínia Melo, nascida em São José/SC, no dia 12 de janeiro de 1990. Casou-se com Adalberto Schmidt da Silva, em 01 de março de 2014. Ele nascido em São José/SC, no dia 16 de abril de 1986. 

3- Vânia Maria Alves, nascida em Verê/PR - no dia 19 de maio de 1966. Casada com Ademilson Nasário Mensor, nascido em Salto do Lontra - PR - no dia 17 de fevereiro de 1966. 

4- Sérgio Alves, nascido em Verê/PR - no dia 07 de janeiro de 1969. Casou-se com Minéia Kalbuch, nascida em Angelina/SC - no dia 27 de julho de 1972. Têm como filha, Duany Alves, nascida em Bom Retiro/SC, no dia 18 de junho de 1991. Obs: O casal está separado legalmente. 

5- Rosicler Alves, nascida em Verê/PR - no dia 27 de junho de 1971. Casada com Altair Luiz Julianoti, nascido em Verê/PR - no dia 21 de março de 1967. Têm como filho: Luiz Henrique Julianoti, nascido em São José - SC - no dia 14 de dezembro de 1995. 

6- Isabel Alves, nascida em Verê/PR - no dia 17 de novembro de 1972. Casada com Ubirajara Duarte da Costa, nascido em Guarulhos/SP no dia 26 de janeiro de 1975. Têm como filho João Vítor Alves da Costa, nascido em [???] no dia [???]

7- Joel Alves, nascido em Verê/PR - no dia 12 de maio de 1979. 
Luciana Alves, nascida em Verê/PR - no dia 18 de setembro de 1985. Casou no dia 28 de agosto de 2004 com José Inácio Huller, nascido em 24 de novembro de 1978, em Angelina/SC. 

Nelci de Lourdes Pitz, nascida em Taquaras, Rancho Queimado/SC, no dia 28 de junho de 1946. Faleceu no dia 04 de abril de 1950. Foi sepultada no cemitério de Taquaras, Rancho Queimado/SC. 

Dilma Inês Pitz Junckes, nascida em Taquaras - Rancho Queimado - SC - no dia 11 de outubro de 1947. Casada com Norberto Junckes, nascido em S. Pedro de Alcântara, no dia 20 de junho de 1942. Têm como filhos: 

1- Graceli Teresinha Junckes, nascida em Apiúna/SC - no dia 13 de fevereiro de 1971. Casada com Tertuliano Antônio da Silva, nascido em Joinville/SC, no dia 07 de janeiro de 1958. Têm como filhos: William Junckes da Silva, nascido em Joinville/SC, no dia 13 de maio de 1994; e Fernando Junckes da Silva, nascido em Joinville/SC, no dia 24 de março de 1998. 

2- Gilson Tadeu Junckes, nascido em Joinville/SC, no dia 01 de junho de 1973. Casado com Gicélia Teresinha Coelho, nascida em Antônio Carlos/SC, no dia 10 de abril de 1978. Tem como filhos: Gabriela Junckes, nascida em Brusque/SC no dia 18 de março de 1994 e Gustavo Junckes, nascido em Brusque/SC no dia 31 de julho de 1995. 

3- Jonas Mateus Junckes, nascido em Joinville/SC, no dia 24 de setembro de 1976. Casado com Cris Regina Gambeta, nascida em São Paulo/SP, no dia 08 de agosto de 1977. Tem como filhos: Bernardo Mateus Junckes, nascido em [???] no dia 22 de abril de 2005 e Anabeatriz Junckes, nascida em [???] no dia 05 de dezembro de 2009. 

Nelma Isabel Pitz, nascida em Taquaras, Rancho Queimado/SC, no dia 05 de novembro de 1949. Casou-se com Paulo César Espíndola, nascido em Florianópolis/SC no dia 07 de março de 1955. Obs: O casal está separado legalmente desde o ano 2000. Têm como filhos: 

1- Isabel Cristina Pitz Espíndola, nascida em São José/SC no dia 16 de maio de 1987. 

2- Ana Paula Pitz Espíndola, nascida em São José/SC no dia 11 de julho de 1988. Casada com Adriano de Castro Araújo, nascido na cidade do Rio de Janeiro/RJ no dia 24 de setembro de 1990. Têm como filhos: Yasmin Rosalinda Pitz Domingues, nascida em Florianópolis/SC, no dia 20 de janeiro de 2007; Davi Pitz Araújo, nascido em São José/SC, em 19 de janeiro de 2009; e as gêmeas: Mariana Pitz Araújo, nascida em 11 de dezembro de 2014, em São José/SC e Manuela Pitz Araújo, nascida em 11 de dezembro de 2014, em São José/SC. 

3- Leandro César Pitz Espíndola, nascido em São José/SC no dia 27 de abril de 1991. 

4- Paulo Roberto Pitz Espíndola, nascido em São José/SC no dia 04 de abril de 1993. 

Anete Teresinha Pitz, nascida em Taquaras, Rancho Queimado/SC no dia 22 de junho de 1951. Faleceu em 09 de janeiro de 2009. Foi sepultada no cemitério de Taquaras, Rancho Queimado/SC.

Osmar José Pitz, nascido em Taquaras, Rancho Queimado/SC no dia 06 de outubro de 1952. Casado com Raquel Portela, nascida em Florianópolis no dia 10 de janeiro de 1965. Tem como filhos: 

1- Vitor Felipe Pitz, nascido em Florianópolis/SC no dia 11 de agosto de 1991; 

2- Daniel Luiz Pitz – nascido em Florianópolis/SC no dia 24 de agosto de 1993. 

Nicete Filomena Pitz Hoffmann, nascida em Taquaras, Rancho Queimado/SC, no dia 14 de agosto de 1954. Casada com Adelso Hoffmann, nascido em Antônio Carlos/SC no dia 09 de julho de 1962. Têm como filha: 

1- Bárbara Hoffmann - nascida em Florianópolis/SC no dia 20 de março de 1993. 

Mário César Pitz, nascido em Taquaras, Rancho Queimado/SC no dia 28 de outubro de 1955. Casado com Marlita Maria Althoff, nascida em Alfredo Wagner no dia 12 de agosto de 1955. Têm como filhas: 

1- Mirian Josiani Pitz, nascida em Florianópolis/SC no dia 19 de março de 1982; 

2- Deise Josiani Pitz, nascida em Florianópolis/SC no dia 04 de julho de 1987. 

Gervásio Pitz, nascido em Taquaras, Rancho Queimado/SC no dia 15 de fevereiro de 1958. Casou-se com Vanilúcia da Silva, nascida em Florianópolis/SC 12 de junho de 1969. Obs: O casal está separado legalmente. Têm como filhos: 

1- Christian Pitz, nascido em Florianópolis/SC no dia 03 de fevereiro de 1988. Casado com Pâmela Lima em [???~. Ela nascida em [???] no dia [???]

2- Kerolyn Pitz, nascida em Florianópolis/SC no dia 12 de setembro de 1992. Casada com [???] em [???]. Ele nascido em [???] no dia [???]

3- Jonatan Pitz, nascido em Florianópolis/SC no dia 22 de novembro de 1994. 

Genealogia da familia de José Francisco Pitz

José Francisco Pitz nascido no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil, no dia 28 de setembro de 1911. Faleceu em Florianópolis, (bairro Vila São João), Santa Catarina, Brasil, no dia 11 de julho de 1997. Foi sepultado no cemitério de Taquaras, Rancho Queimado, Santa Catarina, Brasil. É filho de Francisco Pitz e Luisa (Elisa) Gesser Pitz.


Pai de José Francisco

Francisco Pitz nascido em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, no ano de 1875 e falecido em 1º de setembro de 1931 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil onde está sepultado. É filho de Michael Pütz (filho) e Margaretha Schmitz Pütz. Ele nascido em Oberemmel,  Trier, Renânia-Palatinado, Prússia, no dia 08 de novembro de 1819. Ela nascida no dia 22 de setembro de 1830 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Francisco Pitz é filho da segunda união de Michael e, no total, tem como irmãos: 



Maria Pitz, nascida em 1847 no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil, e falecida no dia 05 de julho de 1867 no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil;
Miguel Pitz, nascido em 1848 no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil e falecido solteiro em 02 de março de 1917 no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil onde está sepultado;
Adão Pitz, nascido em 02 de fevereiro de 1850; 
Maria Madalena Pitz, nascida em 22 de junho de 1854, na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; 
Catarina Pitz, (dados não foram encontrados); 
Pedro Pitz, nascido em 1859 e falecido em 13 de agosto de 1914; 
João Pitz, nascido em 1861 e falecido em 14 de março de 1899, no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil; 
José Pitz, nascido em 22 de julho de 1862 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil e falecido em 24 de março de 1913 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; 
Margarida Pitz, nascida em 07 de fevereiro de 1864 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; 
Nicolau Pitz, nascido no dia 27 de julho de 1867 e falecido no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil no dia 11 de fevereiro de 1935. Está sepultado no cemitério da capela do Louro, em Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil.

Os pais de Michael Pütz (filho) são Michael Pütz e Anna Maria Kirchen. Ele nascido em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia, no dia 20 de dezembro de 1781. Ela nascida em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia, no dia 03 de janeiro de 1785. Chegaram a Nossa Senhora do Desterro, Santa Catarina, Brasil (atual Florianópolis) no brigue Louise, no dia 07 de novembro de 1828. Michael (filho) tem como irmãos: Johanna Pütz nascida em 24 de setembro de 1815 em Oberemmel, Trier, Renânia Palatinado, Prússia. Ao sair da Alemanha junto com a familia em direção ao Brasil, Johanna era a mais velha dos filhos e tinha 13 anos de idade. Faleceu em 15 de setembro de 1895 na Segunda Linha, colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casou-se com Jakob Peter Bornhausen (sem data do casamento). Ele nascido no ano de 1814 Renânia do Norte-Westfália, Prússia e falecido em 1º de janeiro de 1885 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina. Filho de Heinrich Bornhausen e de Maria Wollinger Bornhausen; Franz Pütz nascido em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia no dia 30 de outubro de 1821. Ao sair da Alemanha com os pais e irmãos tinha 07 anos. No ano de 1847 recebeu o lote nº 56, lado esquerdo, com 100 braças de frente por 1.000 braças de fundo na colônia Santa Isabel (atual Águas Mornas, Santa Catarina, Brasil); Anna Pütz nascida em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia, no dia 25 de agosto de 1824. Ao vir para o Brasil com os pais e irmãos tinha 03 anos de idade. 



Michael Pütz é filho de Johann Pütz e Magdalena Schawel. Ele é filho de Matthias Pütz e Angela Steines Schuh. Ele nascido no dia 18 de novembro de 1734, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em Oberemmel, Renânia-Palatinado, Prússia em 26 de maio de 1791. Ela nascida em 18 de abril de 1744 em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 25 de junho de 1793, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Ela era filha de Johann Schawel e de Elisabeth Thomes. São irmãos de Michael Pütz: Franz Pütz, nascido em 13 de agosto de 1775, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Os padrinhos de Batismo foram Franz Kirchen e Susanna Pütz; Mathias Pütz, nascido em 23 de dezembro de 1776, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Seus padrinhos de Batismo foram Mathias Schawel e Maria Nilles; Barbara Pütz, nascida em 14 de abril de 1779, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Foram seus padrinhos de Batismo, Barbara Fouxen e Johann Bentz. Casou-se no ano de 1807 com Nikolaus Jäckels; Susanna Pütz, nascida no ano de 1779 em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 13 de dezembro de 1783, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Causa Mortis: Febri Prurida; Anna Maria Pütz, nascida em 10 de novembro de 1784, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Seus padrinhos de Batismo foram Anna Maria Becker e Michael Schmitz, de Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Casou em 1808 com Mathias Kramp; Catharina Pütz, nascida em 21 de fevereiro de 1787, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Os padrinhos de Batismo foram Catharina Nillus e Johann Nillus, de Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Casou em 1811, com Peter Blau; Nikolaus Pütz, nascido em 09 de janeiro de 1790, em Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Foram seus padrinhos de Batismo, Nikolaus Thommes e Susanna Schnitzer, de Oberemmel, Trier, Renânia-Palatinado, Prússia. Em 1819 casou-se com Susanna Busch. 

Anna Maria Kirchen é filha de Franz Kirchen, mestre de escola, sacristão e agricultor (sem dados de nascimento e morte) e Anna Maria Trierweiler (sem dados de nascimento e morte).


Os pais de Margaretha Schmitz Pütz são Matthias Joseph Schmitz¹ e Maria Katharina Scheid. Ele nascido em 1794 em Konz, Renânia-Palatinado, Prússia. Faleceu em 02 junho 1850 em Colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Ela nascida em 1791 em Konz, Renânia-Palatinado, Prússia. Maria Katharina é filha de Mathias Scheid e Anna Maria Toenes Scheid*. Mathias e Maria Katharina tiveram como filhos: Anna Bárbara Schmitz Mannes nascida em Konz, Renânia-Palatinado, Prússia no ano de 1815 e falecida em 09 março 1867 na colônia São Pedro de Alcântara, Satina Catarina, Brasil; Margaretha Schmitz Pütz, nascida em 22 de setembro de 1830 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; Mathias Joseph Schmitz nascido em 1819. Faleceu em 19 março 1867 (sem local de nascimento e falecimento); Johann Schmitz nascido em 1822 em Konz, Renânia-Palatinado, Prússia (sem data de falecimento); Johann Joseph Schmitz nascido em 1826 e faleceu em 12 agosto 1885; Barbara Schmitz Kons nascida na  colônia São Pedro de Alcântara no ano de 1836. Faleceu na colônia São Pedro de Alcântara em 13 maio de 1914. São irmãos de Margaretha Schmitz Pütz: Anna Barbara Schmitz Mannes, nascida em Konz, Renânia-Palatinado, Prússia no ano de 1815 e faleceu em 09 março 1867 na colônia São Pedro de Alcântara; Mathias Joseph Schmitz, nascido em 1819. Faleceu em 19 março 1867; Johann Schmitz, nascido em 1822 em Konz, Renânia-Palatinado, Prússia (sem data de falecimento); Johann Joseph Schmitz, nascido em 1826 e faleceu em 12 agosto 1885.

¹O casal Matthias Joseph Schmitz e Maria Katharina Scheid chegaram em Nossa Senhora do Desterro, Santa Catarina, Brasil (atual Florianópolis) no bergantim Marquês de Vianna em 12 de novembro de 1828 com 04 filhos e entraram na Colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Braisl em 14 de abril de 1829.




Mãe de José Francisco


Luisa (Elisa) Gesser, nascida em 1880 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Faleceu em 1952 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, aos 72 anos. É filha de Pedro Gesser e Luisa (Elisabetha) HoffmannEle nascido em 1º de fevereiro de 1843 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, e falecido em 21 de novembro de 1915 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Ela nascida em 25 de abril de 1845 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil e falecida próximo ao ano de 1890 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Pedro e Luisa (Elisabetha) casaram-se no dia 26 de janeiro de 1867 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Luisa Gesser é filha do primeiro casamento de Pedro Gesser e tem, no total, como irmãos: 



Catarina Gesser, nascida em 02 de julho de 1868 em Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil e falecida em 07 de outubro de 1957 em Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil

Pedro Gesser (sem dados de nascimento e morte); 

José Pedro Gesser, nascido no ano de 1878 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil e falecido no ano de 1928;

Bárbara Gesser, nascida em 28 de setembro de 1881 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, e falecida em 10 de março de 1941 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil;

Sebastião Gesser, nascido em 16 de janeiro de 1884 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil;

Bárbara Gesser; 1894-1952; 

Rosalina Gesser; 1893. 


Os pais de Pedro Gesser são Johann Gesser e Catharina Klasen. Ele nascido em 24 de fevereiro de 1813 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em 14 de junho de 1885 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Ela nascida em 1º de dezembro de 1816 em Reinsport, Niederemmel, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 27 de julho de 1866 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casaram-se próximo ao ano de 1836 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Os irmãos de Pedro Gesser são: Christina Gesser, nascida próximo ao ano de 1846 e faleceu em 28 de setembro de 1926 em Antônio Carlos, Santa  Catarina, Brasil; José Gesser, nascido em 06 de novembro de 1855 e batizado em 09 de dezembro de 1855 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Ele faleceu em 22 de junho de 1912 em Colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; João Gesser, nascido em 27 de julho de 1837 e faleceu em 03 de junho de 1910 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casou-se com Gertrudes Neckel em 15 de novembro de 1862 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; Jacob Johann Gesser, nascido em 16 de fevereiro de 1839 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil e falecido em 24 de outubro de 1908 em Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil; André Gesser, nascido em 10 de dezembro de 1840 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; Henrique Gesser, nascido no ano de 1849 e falecido em 20 de agosto de 1916 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; Luisa Gesser nascida próximo ao ano de 1851 e falecida em 15 de maio de 1923 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; Maria Gesser, nascida próximo ao ano de 1862 e falecida próximo ao ano de 1894 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casou-se com Nicolau Petri; José Gesser, nascido em 06 de novembro de 1855 e falecido em 22 de junho de 1912 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; Barbara Gesser, nascida em 04 de janeiro de 1860 em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil e falecida em 04 de dezembro de 1928 em Angelina, Santa Catarina, Brasil. Casou-se em 24 de janeiro de 1878 com Manoel Kuhn em colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. 



Johann Gesser é filho de Joannis Gesser¹²³ e Rosaline Sattlarin. Ele nascido em 24 de dezembro de 1784 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia. Batizado em 06 de fevereiro de 1794 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia, e falecido na Colônia Teresópolis, Santa Catarina, Brasil. Ela nascida em 19 de julho de 1788 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia. Ela faleceu em 1º de abril de 1829 na Armação da Lagoinha, Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), Santa Catarina, Brasil. Casaram-se em 26 de maio de 1808 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia. São irmãos de Johann Gesser: Christina Gesser, nascida no ano de 1814 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia, e falecida em 02 setembro 1899 em enterrada  no cemitério católico da Matriz na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casou-se com Andreas Lohn, nascido no ano de 1808 em Pilleg, Perto de Cobburg, Baviera; Johann Peter Gesser, nascido no ano de 1818 e batizado em 13 de dezembro de 1818 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em 22 de agosto  de 1855 em Queçaba, Águas Mornas, Santa Catarina, Brasil; Maria Eva Gesser, nascida em 08 de março de 1821 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 03 de julho de 1896 em Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), Santa Catarina, Brasil; Anna Eva Gesser nascida em 18 de julho de 1823 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia; Jacobus Gesser, nascido em 03 de agosto de 1826 em Wintrich, Bernkastel, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido próximo ao ano de 1827. 

¹Joannis Gesser também era chamado de Hans Unger e foi soldado de Napoleão Bonaparte, juntamente com Nikolaus Bins, Joseph Schmitz e Nikolaus Hoffmann.

²Joannis Gesser e Rosaline Sattlarin chegaram em Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) no brigue Louise juntamente com 276 imigrantes em 07 de novembro de 1828 com 05 filhos (Johann, Christina, Johann Peter, Maria Eva e Anna Eva). Ficaram por muito tempo em Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), Armação da Lagoinha, durante o qual faleceu a esposa. Entraram na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil em 1º de abril de 1829. A partir de 09 de julho de 1829 iniciaram-se as entregas dos lotes de terra com a profundidade de cerca de 800 braças aos que haviam conseguido chegar à colônia antes dos demais. Os primeiros 13 lotes localizados no lado norte da estrada das tropas para Lages couberam a: (...) 12 - Johann Gesser, viúvo com cinco filhos. 60 braças, tomando posse em 23 de julho de 1829.

³Joannis Gesser é filho de Petrus Gesser e Anna Maria Keppelen.


Catharina Klasen é filha de Peter Klasen e de Susanna Merges (Meries). Ele nascido em 31 de dezembro de 1780 em Oberemmel, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia. Ele faleceu em 1º maio 1850 em Santa Filomena, colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; ela nascida em 1 janeiro 1790 em Detzem, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 02 junho 1867 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. São irmãos de Catharina: Philippina Elisabetha Klasen, nascida em 23 dezembro 1814 em Detzem, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia; Johann Jacob Klasen, nascido em 23 de setembro de 1818 em Oberemel, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em 14 julho 1904 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Está enterrado no cemitério católico da Matriz em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; Margaretha Klasen, nascida no ano de 1820; Christina Maria Klasen, nascida em 1822; Rita Ludovina Klasen, nascida no ano de 1825 em Oberemel, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia.

Os avós maternos de Luisa (Elisa) Gesser Pitz são Franz Ernst Augustinus Hoffmann (Augustinus Hoffmann) e Anna Maria Ostermann. Ele nascido em 29 de maio de 1819 em Virneburg, Eifel, Renânia-Palatinado, Prússia. Ela nascida no ano de 1823 em Müden, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 13 de janeiro de 1891 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Franz Ernst Augustinus Hoffmann e Anna Maria Ostermann casaram-se  no ano de 1815 em Monreal, Renânia-Palatinado, Prússia. É irmã de Luisa (Elisabetha) Hoffmann:  Catharina Hoffmann, nascida em 15 de março de 1854 na colônia Teresópolis, Santa Catarina, Brasil e falecida em 28 de outubro de 1935 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil.

Anna Maria Ostermann é filha de Johann Konrad Ostermann e de Katharina Wicker (Catharina Vicker). Ele nascido no ano de 1788 em Müden, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia. Ela (sem dados de nascimento e morte). Casaram-se em 23 de fevereiro de 1808 em Bochum, Renânia do Norte-Westfália, Prússia. São irmãos de Anna Maria Ostermann: Franz Kaspar Ostermann, nascido no ano de 1810 em Müden, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em 03 de abril de 1863 na Colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Faleceu solteiro com 58 anos de idade; Johann Ostermann, nascido no ano de 1815 em Müden, Mosela, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em 06 de dezembro de 1869 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Faleceu solteiro com 49 anos de idade; Maria Elisabetha Ostermann, nascida no ano de 1819 e faleceu em 22 de junho de 1889.

Franz Ernst Augustinus Hoffmann (Augustinus Hoffmann) é filho de Matthias Hoffmann¹²  e de Antonella (Antonetta) Mannebach. Ele nascido em 28 de março de 1790 em Monreal, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em 21 de julho de 1869 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Ela nascida 18 de janeiro de 1778 em Monreal, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 02 de agosto de 1826 em Kempenich, Renânia-Palatinado, Prússia. São irmãos de Franz Ernst Augustinus Hoffmann: Louis Bartholomäus Hoffmann, nascido em 17 de dezembro de 1816 em Virneburg, Eifel, Renânia-Palatinado, Prússia; Anna Maria Hoffmann, nascida no dia 15 de novembro de 1823 em Virneburg, Eifel, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 25 de setembro de 1824 em Virneburg, Eifel, Renânia-Palatinado, PrússiaJacob Hoffmann, nascido no ano de 1821 em Idar Oberstein, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido antes do ano de 1899 em Santa Maria, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil. Matthias Hoffmann era filho de Paulus Jakob Hoffmann e de Anna Maria Schmitz. Ele nascido em 22 de julho de 1746 em Monreal, Renânia-Palatinado, Prússia e falecido em 29 de dezembro de 1799 em Monreal, Renânia-Palatinado, Prússia. Ela nascida em 29 de setembro de 1752 em Obermendig, Renânia-Palatinado, Prússia e falecida em 02 de setembro de 1833 em Monreal, Renânia-Palatinado, Prússia. Paulus Jakob Hoffmann e Anna Maria Schmitz casaram-se em 29 de junho de 1779 em Monreal, Renânia-Palatinado, Prússia. Antonella (Antonetta) Mannebach era filha de Jakob Mannebach e de Anna Barbara Mannebach, ambos nascidos e falecidos em Kempenich, Renânia-Palatinado, Prússia.

¹Matthias Hoffmann era viúvo de Antonella (Antonetta) Mannebach e casou-se pela segunda  vez na Prússia com Catharina Jaep. Chegaram à Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), Santa Catarina, Brasil a bordo do brigue Louise, em 07 de novembro de 1828 com 04 filhos e entraram na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, em 14 de abril de 1829.

²Matthias Hoffmann casou-se com Catharina Jaep em 28 de setembro de 1826 em Virneburg, Eifel, Renânia-Palatinado, Prússia e tiveram apenas um filho: Johann Hoffmann, nascido em 02 de setembro de 1827 em Virneburg, Eifel, Renânia-Palatinado, Prússia. Catharina Jaep nasceu em 22 de julho de 1794 em Hirten, Renânia-Palatinado, Prússia (sem dados de falecimento). Ela era filha de Peter Jaep e de Anna Schmitt, ambos nascidos e falecidos em Hirten, Renânia-Palatinado, Prússia.

Os filhos de Francisco e Luisa (Elisa)

Francisco e Luisa (Elisa), pais de José Francisco, tiveram ao todo 13 filhos. Assim sendo, são irmãos de José Francisco: 

Fridolino Pitz, nascido no ano de 1899. Casou-se com Guilhermina Schmitz em 26 de abril de 1924 em Santo Amaro da Imperatriz, Santa Catarina, Brasil
Virgílio Pitz, nascido em 1º de dezembro de 1899 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil e falecido em 27 de outubro de 1977 na colônia São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casou-se em 12 de setembro de 1925 com Juliana Petry em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; 
Arnoldo Pitz, nascido no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil, em 08 de agosto de 1901. Falecido em 30 de junho de 1972 no Louro, em Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil onde está sepultado; 
Reinilda Pitz, solteira, nasceu no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil, em 23 de junho de 1905. Faleceu e foi sepultada em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, em 15 de março de 1990; 
Bertolina Pitz, nasceu no Louro, Antônio Carlos, Santa Catarina, Brasil, no ano de 1906. Faleceu no ano de 1966 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casou-se com Gregório Jönck;
Maria Pitz, solteira, nascida em 28 de março de 1906 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, e falecida em 13 de junho de 1985 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil; 
Leonardo Pitz, nascido em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Braisl, no dia 08 de setembro de 1907. Falecido em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, no dia 07 de setembro de 1996. Foi sepultado no cemitério de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina. Casou-se com Febrônia Junkes; 
Pedro Pitz, nascido em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, no dia 21 de dezembro de 1910 e falecido no dia 30 de junho de 1987 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil onde está sepultado. Casou-se com Anastácia Willpert; 
Sebastião Pitz, nascido em 15 de novembro de 1915 e falecido em 17 de maio de 1981. Casou-se com Wilfrida Schmitt; 
Júlio Pitz, (sem dados de nascimento e morte). Casou-se com Maria Willpert; 
Albertina Pitz, nascida em 28 de fevereiro de 1918 em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil e falecida no dia 12 de dezembro de 1978 em São José, Santa Catarina, Brasil. Casou-se com Vitorino Schweitzer; 
Alfredo Pitz, nascido em São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil, no dia 05 de dezembro de 1924. Falecido em sua residência na cidade de Palhoça, Santa Catarina, Brasil, no dia 12 de agosto de 1997. Foi sepultado no cemitério da Matriz de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina, Brasil. Casou-se com Prisca Deschamps.